Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008

Segunda ficha de leitura

Esta ficha de leitura tem como suporte bibliográfico Prensky, Marc. Digital Natives, Digital Immigrants. A informação, para a realização desta tarefa, foi disponibilizada pela docente da unidade curricular Educação e Multimédia.

O autor deste texto, Marc Prensky, é uma personalidade com grande influência, a nível mundial, nos assuntos relativos à educação. É escritor, consultor e designer de jogos relativos ao ensino. Criou softwares com jogos cujo objectivo é tornar as aprendizagens mais significativas.

            Ao longo do texto, ele refere-se aos estudantes de hoje em dia como os Nativos Digitais, pois nasceram no período da revolução tecnológica e dominam os mais diversos instrumentos, nomeadamente, a Internet, a linguagem digital dos computadores, jogos de vídeo, câmaras digitais, telemóveis, etc. Por outro lado, adoptou o termo Imigrantes Digitais para descrever aqueles que, embora tenham nascido no início desta mesma fase, se recusam, resistem ou adiam a implementação das novas tecnologias no dia-a-dia. Estas duas realidades, bem distintas, acarretam consequências, em particular na maneira de pensar e de processar toda a informação, visto que quem tira mais vantagens são os Nativos Digitais.

Relativamente ao sistema de ensino, Marc Prensky, um defensor do “mundo digital”, os estudantes da era contemporânea possuem uma capacidade de raciocínio muito distinta, comparativamente com as fases anteriores. Esta nova forma de pensar deve-se às inúmeras ferramentas a que têm acesso. Tal como afirma o Dr. Bruce D. Berry, da Universidade Baylor de Medicina, Different kinds of experiences lead to different brain structures. Por outro lado, a maioria dos professores adoptam um método de ensino semelhante à maneira como foram ensinados, ou seja, não inovam as suas práticas, não recorrem aos recursos que se encontram disponibilizados e que certamente iriam ajudar os alunos a assimilarem mais facilmente os conteúdos programáticos. Desta forma, os Imigrantes Digitais têm diversas dificuldades em acompanhar os Nativos Digitais, em particular, no modo de pensar, nos comportamentos, nas atitudes, podendo até criarem-se conflitos de pensamento.

Como consequência do acesso às diversas tecnologias, os Nativos Digitais estão habituados a assimilarem a informação rapidamente e a executarem várias tarefas ao mesmo tempo. Todavia, os Imigrantes Digitais têm algumas dificuldades em realizar diferentes tarefas simultaneamente e daí a incapacidade em acompanhar os ritmos acelerados dos Nativos Digitais.

Os alunos que encontramos hoje em dia, nas nossas escolas, não possuem as mesmas características que os estudantes de há dez anos atrás. Na actualidade, os alunos são mais irrequietos e mais exigentes, devido a diversos factores. Os professores Imigrantes Digitais têm de acompanhar o ritmo dos actuais adolescentes e acima de tudo necessitam de se consciencializar que é impossível os Nativos Digitais recuarem no tempo e tornarem-se semelhantes aos do passado.

Na minha opinião, não são os adolescentes Nativos Digitais que têm de recuar, mas sim os professores Imigrantes Digitais que têm de “caminhar” ao lado dos Nativos Digitais. Os professores têm de eliminar o sentimento de nostalgia relativo ao passado, como estudantes, e têm de evoluir. Os Imigrantes Digitais têm de reflectir sobre os seus métodos de ensino e devem introduzir os mais diversos recursos nas suas aulas. Em relação ao ensino penso que é necessário alterar os currículos de maneira a introduzir novas componentes, nomeadamente as TIC. Em particular, na disciplina de Matemática, existem inúmeros softwares que permitem a visualização do que se pretende transmitir na teoria, materiais didácticos, computador bem como as potencialidades da Internet, etc. Penso que é essencial incorporar a componente informática nas aulas, pois os alunos têm cada vez mais acesso aos computadores e assim podem aprender de forma lúdica. A implementação destes meios torna-se urgente e permite, entre outras coisas, cativar os alunos e tornar as aprendizagens significativas. Desta forma, existem razões mais do que suficientes para que os professores alarguem os seus horizontes!

 

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publicado por claudiaparaujo às 21:31
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Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2007

Primeira Ficha de Leitura

Esta ficha de leitura tem como suporte a seguinte referência bibliográfica: Gomes, Maria João; Lopes, António Marcelino. Blogues escolares: quando, como e porquê?. Esta informação foi retirada a 25 de Setembro de 2007 de https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/6487/1/gomes2007.pdf.

Os autores deste texto são a Dra. Maria João Gomes, docente no Instituto de Educação e Psicologia, na Universidade do Minho e o Dr. António Marcelino Lopes, docente na Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso.

De acordo com o estudo realizado por estes autores, o termo blogue, de acordo com a nossa grafia, é bastante comum, encontrando-se mesmo inserido no nosso dia-a-dia. Esta inovação tem despertado a atenção e o interesse nos mais diversos meios, em particular, na educação.

A utilização desta ferramenta é vista como “uma outra forma de aprender, de ensinar, de partilhar, de publicar, de comunicar”. Verifica-se que os blogues podem ter diversas finalidades e estas têm evoluído ao longo dos tempos, tornando-se mais exigentes. Ao nível do ensino, os blogues podem aplicar-se como recurso pedagógico ou como estratégia pedagógica. Podemos constatar que os blogues podem servir para publicar informação por parte do professor e, neste caso, o professor assume um papel activo enquanto que o aluno assume um papel passivo, pois limita-se a ler, de preferência regularmente, a informação colocada pelo docente. Neste tipo de blogues os professores podem, também, abordar determinados conteúdos que foram ou irão ser abordados, aconselhar leituras complementares, disponibilizar trabalhos ou tarefas. O aluno, por outro lado, pode assumir um papel activo quando este cria o seu próprio blogue, colocando a informação que é relevante para ele. Com isto, o aluno é “forçado” a pesquisar, a ler, a analisar criticamente a informação a sintetizar e encadear as ideias. A construção deste trabalho pode ser acompanhada pelo professor e por outros alunos, colocando comentários.

A conjugação de recurso e estratégia referente aos blogues proporciona outro tipo de aprendizagens e desenvolve outras competências, nomeadamente ao nível das TIC.

No que concerne aos portefólios, “a elaboração de portefólios tem sido explorada essencialmente como instrumento de desenvolvimento pessoal e profissional dos professores e como instrumento/estratégia de aprendizagem e/ou avaliação dos alunos”. Actualmente pretende-se conjugar estas duas realidades, isto é, os blogues tornam-se portefólios digitais. Os portefólios digitais trazem inúmeras vantagens, em relação aos portefólios em papel, destacando-se, entre outras, o rápido acesso, o acompanhamento constante realizado por parte do professor.

Pessoalmente, posso constatar que a criação de um blogue é uma tarefa bastante motivadora, na medida em que desenvolvemos outras competências, tal como referi anteriormente, direccionadas para o uso das TIC. Enquanto futura professora considero que a utilização dos blogues, como portefólios digitais, traz inúmeras vantagens. Permite-me, entre outras coisas, acompanhar as diferentes características e ritmos aprendizagens que vão sendo realizadas pelos alunos, orientar e esclarecer. Colocando em prática este recurso, posso interagir com os alunos mesmo não estando em contexto de sala de aluna. Posso desafia-los a explorarem um determinado assunto, acompanhar a sua evolução e posteriormente discuti-lo no contexto de realização.

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publicado por claudiaparaujo às 23:37
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